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	<title>JesusNuncaFoiGospel</title>
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	<description>Quem realmente é Jesus?</description>
	<pubDate>Wed, 19 May 2010 23:08:45 +0000</pubDate>
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		<title>A História Que Ninguém Contou</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 23:04:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Markeetoo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ariovaldo]]></category>

		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar  alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis  próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E  na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o [...]]]></description>
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<p style="font-family: verdana,sans-serif; text-align: center;"><img class="size-full wp-image-25 alignnone" title="ariovaldo" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/08/ariovaldo.jpg" alt="ariovaldo" width="367" height="98" /></p>
</div>
<div id="text_box">
<p>
Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar  alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis  próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E  na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o  cocho dos animais se alimentarem. Há relatos também de que o casamento  de seus pais aconteceu em meio a certas circunstâncias estranhas. Parece  que o homem suspeitava que a gravidez de sua futura esposa era de  outro. E  isso era bem provável, pois ela ainda era comprovadamente  virgem. Como diz o ditado: “família é tudo igual… só muda o endereço”.  De fato, a inseminação artificial na época era DIVINA!</p>
<p>Lá pelos seus 12 anos, o moleque espichava na altura e começava a por  pra fora os ideais reacionários de seu pai (não o de criação, mas o que  engravidara sua mãe antes do casamento). Ao invés de ir pro campo de  futebol que ficava próximo ao local onde se crucificavam pessoas (na  época as penitenciárias não eram muito populares), o pivete insistia em  perturbar os religiosos. Enchia todos eles de perguntas. E  surpreendentemente, eles até gostavam. Digo que isto é surpreendente por  que não se fazem mais religiosos como antigamente. Hoje em dia  perguntas não são tão bem vindas. Principalmente se for sobre gastos de  dinheiro nas igrejas.</p>
<p>Então Jesus atingiu a maioridade civil! E resolveu que ia fazer uma  turnê com sua banda pelas cidades próximas. Como loucura é algo  magnético, rapidamente recrutou 12 integrantes. Na época era permitido  montar bandas de rock com tantos membros. Hoje em dia, passou de 5, é  considerado grupo de pagode. O nome da banda era “O Filho e os homens”.  Só tinha um problema: ninguém sabia tocar nada. Mas Jesus era um cara  persistente. Como todo bom brasileiro, estava decidido a não desistir  nunca! Acabou que por um erro de pronúncia, a banda ficou conhecida como  “Filho do homem”. Mas há certa justiça nisso, pois infelizmente a banda  não era tão boa. Bom mesmo era o vocalista. Jesus arregaçava com tudo e  com todos. As letras de suas músicas mexiam realmente com as pessoas. E  curiosamente, não havia nada de tão novo. Fazia algo que o Iron Maiden  faz até hoje: citou textos históricos e amplamente conhecidos. E em meio  à turnê, multidões começaram a se aglomerar. E graças a seus talentos  vocais insuperáveis (desculpe Bruce Dickinson, mas Jesus era o máximo),  ficou conhecido por Mestre.</p>
<p>A maioria das pessoas ignorava que o talento de Jesus foi descoberto  por um famoso produtor chamado João Batista. Esse tal de Batista era um  verdadeiro garimpeiro! Ele inclusive foi o idealizador do primeiro “Rock  in Rio Jordão”, show em que Jesus se apresentou publicamente pela  primeira vez. O show foi incrível. As pessoas ficaram atônitas, sem  entender de onde vinha aquela voz celestial. Infelizmente o pobre  Batista não pode agenciar ao Mestre. Como a maioria dos produtores  musicais, acabou perdendo a cabeça e foi assassinado de maneira trágica.</p>
<p>Ao contrário do baixista (um tal de Judas), que em seu íntimo  desejava fazer carreira solo num futuro próximo, Jesus queria que a  banda perpetuasse sua musicalidade por toda a eternidade. E pra isso  investiu pesado na formação de cada um dos integrantes. E dedicou-se com  afinco durante longos 3 anos de turnê.</p>
<p>A turnê foi um sucesso absoluto. A fama de Jesus o precedia.  Multidões aguardavam ao Mestre nas entradas das cidades. E ele era muito  amigável e simpático. Não recusava um autógrafo para nenhum de seus  fãs. Mas fã é um bicho complicado. Hoje tá atrás de Jesus… amanhã já tá  atrás do Calypso. Mas mesmo sabendo que a multidão não era fiel a suas  músicas, Jesus continuava a cantar. E desafiava a cada pessoa que  encontrava a também montar uma banda. Infelizmente, muitos são chamados,  mas poucos escolhem para si este caminho.</p>
<p>Em vista da quantidade de interessados em sua musicalidade, Jesus  organizou uma espécie de escola itinerante de música. Chegou a ter  setenta alunos, que eram enviados de dois a dois para pequenos shows nas  comunidades próximas. Os setenta voltaram de sua primeira apresentação  com “sangue nos zóio”. Sentiram pela primeira vez o poder do Rock. Mas  Jesus os advertiu que não se empolgassem pela multidão ou pela fama, mas  sim por terem o privilégio de cantar músicas tão divinas.</p>
<p>Jesus era um cara estranho. Mesmo podendo hospedar-se nos melhores  hotéis, preferia dormir na casa de amigos. E nem eram amigos de longa  data. A maioria eram pessoas conhecidas nas ruas, em meio à turnê. Coisa  de <em>rockstar</em> mesmo.</p>
<p>E eu poderia contar dezenas de histórias inéditas sobre Jesus e suas  incríveis façanhas. Mas o realmente deve ser observado é sua atitude em,  sendo o Deus do rock, se fazer acessível como um mero fã, para que  todos nós possamos conhecer sua música.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;">Ariovaldo Jr<br />
http://www.ariovaldo.com.br</p>
<div>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;;" lang="EN-US"> </span></p>
</div>
</div>
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		<title>A Igreja Pós-Moderna</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 18:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Markeetoo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Pensar os passos éticos seguidos pelo cristianismo neste último quartel do século XX e primeiro decênio do século XXI exige uma reflexão que não se finda às altas percentagens conquistadas através do trabalho dos missionários ou mesmo dos megatemplos construídos para abrigar os hiperegos de pastores e evangelistas, mas soma-se a isto uma ontologia dialética [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="top_img">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-135 aligncenter" title="paulistinha" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/12/paulistinha.jpg" alt="paulistinha" width="367" height="98" /></p>
<div id="text_box">
<p>Pensar os passos éticos seguidos pelo cristianismo neste último quartel do século XX e primeiro decênio do século XXI exige uma reflexão que não se finda às altas percentagens conquistadas através do trabalho dos missionários ou mesmo dos megatemplos construídos para abrigar os hiperegos de pastores e evangelistas, mas soma-se a isto uma ontologia dialética no que se refere aos caminhos éticos tomados.</p>
<p>Se analisarmos a filosofia cristã, tomamos parte na cosmovisão de Jesus sobre o amor a Deus e ao próximo, chegando às prerrogativas relacionais que circulam a filosofia cristã das igrejas emergentes.<br />
Sobretudo o modo como vem sendo tratado este assunto entre pastores e seguidores, entre evangelistas e rebanho tem tomado minha atenção por algum tempo, me levando a escrever sobre tal assunto.</p>
<p>Para que o leitor possa compreender o que quero trazer com este texto, deve-se ter em mente que: a) o mundo se constrói através de processos<br />
interligados, somando-se a isto a economia, a política, a filosofia; b) o evangelho é imutável, e a palavra de Deus é eterna. A partir<br />
disto, iniciaremos nossa discussão.</p>
<p>O Brasil, no decorrer dos anos de 1960 a 1980, fora retalhado pela direção política ditatorial, que somente se finaliza quando do fervilhar dos movimentos sociais e dos movimentos sindicais, proporcionando uma redemocratização que sinalizaria para a construção da Constituição Federal de 1988. Entretanto, esse processo de conquistas democráticas sobre a base governamental se deteriora a partir dos anos de 1990 quando da instauração do regimento econômico e social denominado neoliberalismo, que onera as camadas populacionais através da maximização do grande capital e a minimização dos direitos civis, sociais e políticos das classes trabalhadoras. Lembre-se, caro leitor, de que o mundo se constrói através de processos interligados, que será denominado daqui por diante como dialética.</p>
<p>Mas afinal, como este processo político influencia o cristianismo, como isto o atinge? Para se legitimar, o neoliberalismo propõe uma corrente ideológica capaz de trazer a continuidade para o grande capital e sua sustentação entre os anos, denominada pós-modernidade. Sim, a famosa pós-modernidade que vem tirando o sono de muitos pastores Brasil afora. Por ter dedicado boa parte de minha produção acadêmica ao estudo do desenvolvimento da pós-modernidade e de uma de suas vertentes, o neoconservadorismo, decidi escrever este texto, ao perceber que muitos cristãos tem se perdido em concepções incorretas da terminologia.</p>
<p>A pós-modernidade, como vemos, surge então como método ideológico necessário para a continuidade do grande capital, exato. Mas o que<br />
isto tem a ver? Tem a ver que você meu amigo leitor está reproduzindo a cada dia toda uma corrente ideológica que sustenta a má distribuição<br />
de renda e as baixas nos istemas públicos, contribuindo para a segregação social e ao aumento indiscriminado da pauperização e do acúmulo de capital, tanto objetivamente quanto subjetivamente.</p>
<p>Vamos melhorar esta argumentação.</p>
<p><strong>A objetividade da reprodução ideológica</strong></p>
<p>Não vou tomar o tempo do leitor explicitando os meandros teóricos de Marx em O Capital, mas vou simplificar a questão da reprodução<br />
ideológica de modo que o leitor compreenda o necessário para sua trajetória de vida: a reprodução ideológica ocorre no plano moral e<br />
ético, no estudo, na compreensão das transformações societárias, bem como na argumentação e direção teórica sobre determinados assuntos.<br />
Todo o plano ideológico pressupõe poder, que se vincula exatamente aos processos supracitados. A igreja tem retribuído ao grande capital não<br />
somente no plano da acumulação, como vemos nos megatemplos e, até mesmo, nas igrejas de várzea (hehhehe): tem contribuído para a<br />
continuidade do capitalismo através das argumentações ditadas em cultos e em modus vivendi diferenciados daqule o qual Cristo divulgou.</p>
<p>Deparamo-nos com o apego ao dinheiro e não é atoa: faz parte dos desígnios capitalistas a afeição às posses e ao luxo. Ao assistir televisão, nos canais onde temos as programações dos templos de Mamon, observei os testemunhos de fé: &#8220;eu estava falido, minha vida tinha se acabado. Mas então eu fui no Culto dos Empresários, participei da Fogueira Santa e hoje tenho dois carros zero, casa na praia&#8230;&#8221;. Daí me lembro de meu pai, que possuía uma micro empresa e que estava falindo, indo procurar este templo de Mamom para uma tentativa de salvar a empresa por métodos espirituais.<br />
Percebem a reprodução ideológica? Irmãos, este é um exemplo de reprodução ideológica, dentre vários. Vamos ao exemplo de que mais<br />
gosto, que se passa em igrejas emergentes e que tem se reproduzido ideologicamnte a níveis perigosos: os irmãos pregam as questões<br />
relacionais, como havia dito anteriormente, logo no início deste texto, reprodzindo as prerrogativas de Cristo no que se refere ao amor<br />
a Deus e ao próximo. Tudo bem, onde está o mal nisto? O problema, leitor, é que amar ao próximo é mais fácil que amar ao distante. Entende o paradoxo? Amar aqueles seus amiguinhos da igreja e se reunir com eles é muito bom, mas não se limita a isto: o próximo por vezes passa fome e frio e reside em locais inimaginados por você. Digo isto por experiência própria: em visitas domiciliares descobri famílias residindo em buracos (literalmente), ou mesmo na rua, em pontes e viadutos, sem água, sem luz, sem nada. Este próximo é mais difícil de amar. É mais difícil amar ao próximo viciado em crack, ou aquele seu próximo travesti, ou mesmo ao próximo catador de materiais recicláveis. E você acha que orar por eles vai trazer algum conforto na hora da fome ou na hora de pagar uma conta?</p>
<p>Tiago, o irmão consanguíneo de Jesus, reflete a respeito do que quero trazer ao leitor: a fé sem obras é&#8230; morta!</p>
<p>&#8220;Porque assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta&#8221; (Tiago, 2:26)</p>
<p>Ora, se a fé sem obras é morta, irmãos, não se iluda tanto com as questões relacionais. Porque estas questões devem estar intrínsecamente ligadas às ações para com o próximo. A igreja Católica Romana tem se empenhado em atrelar-se à luta pelas causas sociais há algum tempo, seja através das Cáritas Diocesanas, seja através das Pastorais da terra, da criança, da saúde, das águas, carcerária, dentre tantas e tantas outras. A teologia da libertação deveria nos ser útil, enquanto cristãos que, amando a Deus e ao próximo, realizam suas obras em prol do desenvolvimento do Reino e do próximo. Muitos de nós creditamos este amor ao próximo canalizando às missões o trabalho social da igreja. Entretanto, em sua cidade caro leitor as políticas públicas vem sendo defasadas, dilaceradas e vem se propagando a pobreza e o descaso social às massas populacionais, em intensidade semelhante ou maior ao que vem ocorrendo onde existem as bases missionárias, como nas comunidades indígenas, ribeirinhas, ou na África e na Ásia. E ainda há aqueles que querem evangelizar na Europa, francamente&#8230; Os impactos neoliberais corroboraram para a proliferação do grande capital às custas do desmonte estatal. Então, gostaria de frizar, se você ama a Deus e ao próximo, faça alguma coisa. A fé sem obras é morta.</p>
<p><strong>A subjetividade da reprodução ideológica</strong></p>
<p>Para se reproduzir ideologicamente, são criadas situações e pretextos que justifiquem determinado pensamento sobre determinada situação. A reprodução ideológica parte do princípio da dominação sobre uma situação posta, refletindo nos caminhos a serem tomados por indivíduos<br />
inseridos em sociedades. Este princípio do poder remete-nos à simplória argumentação de que, não somente você leitor, mas como todos<br />
nós, reproduzimos o poder cotidianamente. Ao processo de reivindicação do poder e à assunção do poder como forma de controle, Gramsci (2007,p.130) denominaria por hegemonia. Para Gramsci (assim como para Marx), todo o processo de organização societária ocorre por intermédio da luta de classes, que corresponde ao motor da história (MARX, 200).</p>
<p>Para se legitimar em sua classe social, o grupo que almeja o poder deve estabelecer conexões com as necessidades e demandas desta classe, realizando todo um movimento político. Então, ao assumir o poder sobre as classes, tal grupo realiza o processo de hegemonização, ou seja, enraiza suas concepções e diretrizes ético-políticas entre as classes, de modo a transformá-las numa totalidade societária. Não nos cabe, neste espaço, partir para a análise de Lukács a respeito da complexidade do todo societário, do ser social, mas compreendermos asubjetividade desta ação de hegemonia.Subjetivamente, tanto o grande capital, quanto o Estado e a Igreja tem exercido seu poder de dominação sobre seus membros participantes, fundamentando as compreensões acerca dos fatores decorrentes destas organizações: compreensões sobre o Estado, sobre a ética, sobre a política, sobre o mercado, sobre a moral, dentre outras. E está justamente neste fator o maior poder da igreja contemporânea: sua dominação ideológica, seu processo de reprodução ideológica entre as massas participantes.</p>
<p>Reparem em Jesus: era um cara simples, passava pelas mesmas necessidades e desejos, foi tentado mas não sucumbiu à tentação, viveu<br />
em um mundo dominado por ideologias capazes de transformarem os rumos políticos e sociais em um piscar de olhos. Mesmo assim não se prestou a orar ao Pai reivindicando o que era seu por direito: não pediu riquezas, não pediu poder político, se lixava pra economia. Apenas<br />
realizou aquilo que muitos de nós têm renegado: a plenitude do amor a Deus e ao próximo.</p>
<p>A igreja atrela-se ao grande capital excluíndo o way of life de Jesus, deteriorando suas prerrogativas e se afastando do substrato divino. As novas bases estão divididas em dinheiro e prosperidade, ou em amor ao próximo e relacionamento com este. A prosperiadade é uma benção?Obviamente que sim. E o amor ao próximo? Também. Porém, e sempre existem &#8220;poréns&#8221;, nada disso traz benefícios ao Reino. O que você temfeito com sua prosperidade? E o que você tem feito ao seu próximo?A subjetividade reflete em suas escolhas pessoais e em seu momento de reprodução destas escolhas e posicionamentos, seja com seus filhos, seja com seus amigos.</p>
<p><strong>Pós-modernidade</strong></p>
<p>A pós-modernidade se caracteriza, segundo GIDDENS (1998) enquanto o processo de negação da história, de relativização dos axiomas e da supressão das estruturas de pensamento ou ação pela vontade. Mantém-se enquanto filosofia aquém das predisposições históricas, estabelecendo negatividades subjetiva e objetivamente nos derivados níveis de organização da vida social, inclusos as relações sociais e seuprocesso de reprodução. Conforme Jameson (2004) “a emergência da pós-modernidade está estritamente relacionada à emergência desta nova fase do capitalismo avançado, multinacional e de consumo&#8221; (JAMESON, 2004, p. 26), o que infere sobre as condicionalidades presentes no atual contexto sócio-econômico. Nestes termos, a sociedade do consumo emerge de forma diferenciada de sua protoforma, estabelecida, principalmente, nos Estados Unidos quando do período de acumulação fordista, pois, segundo Becker &#8220;o pósmodernismo é o consumo da própria produção de mercadorias como processo&#8221; (1995, p.14).</p>
<p>Quando referimo-nos à pós-modernidade, devemos perceber sua influência sobre os conceitos atribuídos historicamente: porquanto os entraves ferozes marcaram toda uma época de lutas pela garantia de direitos, a pós modernidade desfez valores totalizantes para a aceitação de todo um aparato ideológico diferenciado, como a crítica da razão/irracionalismo; pensamento da &#8220;diferença&#8221;; fragmentação assistemática; desconstrução às estruturas; vazio ético como desmantelamento de um sentido ético historicamente construído através das lutas de classes; declaração do “fim das ideologias”; convivência acrítica da crise; reciclagens e revivalismos de fases culturais e a arte do superficial e do acidental em detrimento da “arte do profundo e do elementar” (BARRENTO, 2001, p.40).</p>
<p>Desta forma, a pós-modernidade, iniciada já no fim da década de 1960, embalada pelas transformações societárias da época (HOBSBAWM, 2001), trouxe consigo a desconstrução da história da luta de classes, alargando suas micropolíticas (GUATTARI&amp;ROLNIK, 2005) às camadas sociais, fazendo o pensamento do novo tornar-se o sistema de bricolage de Deleuze e Guattari (DELEUZE&amp;GUATTARI, 1976). A rápida assimilação da pós-modernidade na sociedade deu-se pelas vias das transformaçõessocietárias imanentes, que possibilitaram novos rumos à sede por conhecimento de filósofos, pensadores, críticos, políticos, dentre outros, manifestando-se enquanto opinião pública e declarando o fim de vários segmentos da vida humana, como por exemplo o trabalho, as ideologias, a história, o marxismo, dentre outros (HALL, 2004).</p>
<p>O fim das categorias totalizantes permeia as igrejas no sentido de deteriorar os ensinamentos cristãos: se há um fim das categorias totalizantes, universais a determinada classe, há a reconstrução destas a partir da fragmentação da vida que, no nosso caso, refere-se a vida cristã. Deste modo, a ética e a moral tomam novo sentido, incorporando novos valores e concepções, transformando-nos todos em pós-modernos pelas nossas escolhas e condutas.Aí está uma grande polêmica, pois refiro-me aos rumos tomados pela igreja enquanto caminhos pós-modernos, dotados de fragmentações das palavras de Jesus, cujas prerrogativas baseiam-se no amor a Deus e ao próximo. Tomam-se apenas algumas características deste universo que corresponde aos dois maiores mandamentos e, rizomaticamente, deterioram-se para a construção de uma ética cristã que se baseia ou em relacionamentos para com o próximo ou em implicações de ordem econômica, de modo a aproveitarem-se de duas demandas das sociedades atuais, objetiva e subjetivamente, quais sejam: a) problemas afetivos e b) problemas econômicos.</p>
<p>Aproveitando-se destas demandas, as igrejas tem buscado erroneamente subsidiar a vida cristã cotidiana através de pregações ou livros de<br />
ensinamentos vazios, como vidas com propósitos, ou o que Deus espera de você, ou &#8220;você é importante&#8221;, &#8220;você é alguém especial&#8221;. Não estou<br />
desmerecendo estes escritos, apenas explicitando que chegamos ao ponto de precisarmos de reflexões de ajuda moral para conseguirmos caminhar.</p>
<p><strong>Concluindo</strong></p>
<p>Depois de alguns anos pesquisando o desenvolvimento neoliberal no Brasil e, especificamente o neoconservadorismo, chego a conclusão de<br />
que precisamos nos ater mais a Jesus e desvelar o todo complexo de seus mandamentos: amar a Deus e ao próximo. Estas simples palavras<br />
detém um peso maior do que possamos compreender, necessitando de reflexões e ações cotidianas. Para compreendermos o que é amar a Deus<br />
e ao próximo precisamos estar atentos ao Espírito, que sopra onde quer, para realizarmos o movimento de compreensão da essência cristã,<br />
do substrato cristão.</p>
<p>A pós-modernidade é intrínseca ao desenvolvimento neoliberal, ao insustentável e incontrolável capital (MÉSZÁROS, 2002) e nos cabe<br />
lutar não apenas contra uma de suas bases de legitimação mas confrontar o capitalismo que está dentro de nós, arraigado a nossas<br />
atribuições morais e éticas, e limpar nossos corações e mentes do lastro conservador que nos aflinge e nos cega para o amor a Deus e ao<br />
próximo. Só assim, talvez, consigamos viver uma vida cristã digna de seu nome.</p></div>
</div>
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		<title>Praga Urbana</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 19:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Markeetoo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[


A prefeitura de minha cidade estava com um projeto de controle de pragas urbanas que seguia da seguinte forma. Alguns animais, devido alguns fatores, como a mudança climática e também o desleixo de algumas pessoas, estavam crescendo sua população afetando a biodiversidade e seu local de habitat.
Em específico no Rio de Janeiro, no Campo de [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-135 aligncenter" title="gilsonfox" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/12/gilsonfox.jpg" alt="gilsonfox" width="367" height="98" /></p>
<div id="text_box">
<p>A prefeitura de minha cidade estava com um projeto de controle de pragas urbanas que seguia da seguinte forma. Alguns animais, devido alguns fatores, como a mudança climática e também o desleixo de algumas pessoas, estavam crescendo sua população afetando a biodiversidade e seu local de habitat.</p>
<p>Em específico no Rio de Janeiro, no Campo de Santana, a preocupação é bem maior. A população de gatos, pombos e pardais estava afetando grandemente a sobrevivência de outros que de certa forma têm a mesma importância para o balanceamento da natureza, neste caso, estes animais e até mesmo algumas plantas foram inclusas neste aspecto, no caso, consideradas pragas urbanas.</p>
<p>No caso dos pombos, trazidos para o Brasil pela colônia portuguesa para servir de alvo no treinamento de sua guarda, estaria prejudicando os centros urbanos com seus ninhos, dejetos e sua procriação rápida. E os gatos por sua vez, deixados no parque abandonados e sendo alimentados pelos transeuntes, estariam também aumentando sua prole, massacrando o número de pequenos roedores que ajudam no controle da proliferação de insetos.</p>
<p>Esses dias fazendo uma analise pelo caminho que faço hoje onde moro, tenho pensado em algumas coisas e tenho ficado muito preocupado.</p>
<p>Minha preocupação e questionamento é sobre o que se diz ser “igreja evangélica” hoje; e ainda no que se diz ser o “evangelho do reino”. E procuro assim entender o porquê desse crescimento exacerbado de algo ainda muito imaturo, confuso e mágico demais. Vou até mesmo, antes, usar as mesmas palavras de um amigo, “quero ter zelo pra falar da Igreja de Cristo, porém não quero ter pudor nenhum pra falar da Igreja dos homens”.</p>
<p>Um exemplo e motivo de minha inquietação.</p>
<p>Aqui onde estou morando, no leste fluminense do Rio de Janeiro, abre-se igreja a cada dois bares; eu não sei de onde sai tanto pastor, do mais novo ao mais velho. Em alguns dias da semana é um verdadeiro fuzuê, cada uma delas tenta fazer mais barulho que a outra, e cada uma com meia dúzia de pessoas dentro. Do ponto de ônibus até minha casa, eu devo cruzar de seis a dez espaços desses.</p>
<p>Em um deles, onde o carinha da porta nunca se esquece de me dar boa noite, só fica o pastor, e uma mulher sentada lá no canto (que deve ser a esposa dele) se esgoelando na corneta lá da ponta do telhado, disputando com o pastor da igreja da frente que arrisca uns guturais de fazer arrepiar qualquer vocalista de banda de death metal.</p>
<p>Na cidade, a disputa está mais forte, os mega-templos estão tomando conta de tudo, em cada quarteirão tem um, cada um maior que o outro, os motorista de transporte alternativo sabem identificar onde os passageiros irão descer da seguinte forma: na casa da moeda, no banco central ou na caixa econômica, referindo-se assim ao lugar onde ficam as grandes igrejas.</p>
<p>Assim como a prefeitura da cidade preocupou-se com o controle das espécies de alguns animais que estavam prejudicando a sobrevivência de outros, considerando-as pragas urbanas, assim precisamos nos preocupar com o que chamam hoje de “Boas Novas do Reino”, e o que se diz, “estar Deus abençoando o crescimento da igreja”.</p>
<p>Entendo que o Senhor quer sim mudar nossa história, deixar nos quatro cantos da terra rastros de seu amor e graça. Entendo que o Evangelho do Reino é o “estabelecimento de um novo domínio” e que a queda desse velho sistema, é extremamente necessária; claro que precisamos realmente saber viver como gente e com gente, essa é a vontade do Pai, mas, essa grande onda de zumbis espirituais arrastando um jugo religioso que nem mesmo eles suportam, e vez por outra vivendo como a verdadeira liga da justiça com seus super homens e mulher maravilha julgando e condenando todos a sua volta deixando-os ao léu, me causa arrepios.</p>
<p>Temos aqui, na cidade de São Gonçalo, (o segundo maior colégio eleitoral do estado do Rio de Janeiro) temos “evangélicos” por toda a parte, porem ainda sofremos com o descaso, com a prostituição e com a corrupção na qual grande parte dos políticos eleitos também se dizem cristãos protestantes.</p>
<p>Até  quando conviveremos nesse aspecto; sem um questionamento sério?</p>
<p>Sem se quer entender que o que o Senhor realmente quer é um povo cujo expresse nos seus atos, seu amor e sua graça, transformando nossas vidas num todo, lutando pela justiça humana - implementada no curto prazo e não apenas no longo prazo; neste mundo e não no próximo; dentro do tempo e do espaço, não na infinitude e na eternidade.</p>
<p>Gilson Fox<br />
<a href="http://xcontrapondox.blogspot.com/" target="_blank">http://xcontrapondox.blogspot.com/</a></div>
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		<title>Eu Já Fui Gospel</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 18:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Markeetoo</dc:creator>
		
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Como me impressiono ao me olhar no passado, respirando e proclamando em camisetas, adesivos e jargões na internet como eu era muito mais santo participando desse movimento super moderno chamado Gospel.
Livrarias Cristãs cansaram de receber meus pedidos para reservar CDs, DVDs, livros, camisetas que traziam o mais novo lançamento no meio. Fazia questão de tentar [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-135 aligncenter" title="tiagopaladino" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/12/tiagopaladino.jpg" alt="tiagopaladino" width="367" height="98" /></p>
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<p>Como me impressiono ao me olhar no passado, respirando e proclamando em camisetas, adesivos e jargões na internet como eu era muito mais santo participando desse movimento super moderno chamado Gospel.</p>
<p>Livrarias Cristãs cansaram de receber meus pedidos para reservar CDs, DVDs, livros, camisetas que traziam o mais novo lançamento no meio. Fazia questão de tentar causar uma inveja santa naqueles que ainda não tinham ouvido o que havia de novo na música Gospel, o DVD do Pastor Fulano-de-Tal que só eu tinha visto porque tinha baixado da Internet, e por aí vai. Estava em todos os shows que tinham em minha cidade e cheguei ao ponto de querer colecionar fotos com os ícones do mundo Gospel para mostrar aos amigos, me enchendo assim de uma soberba vazia e inútil. Pobre do eu encegueirado espiritualmente.</p>
<p>Era realmente como um tapado seguindo tendências que não levavam a lugar nenhum, mas, na minha ignorância, me ajudavam a ser um cristão menos careta, um cristão moderninho que não escutava rock nacional porque é do diabo, mas escutava Rock Gospel. Não ia a shows “mundanos” porque o ambiente não era para uma pessoa como eu, mas me espremia em Show Gospel esperando, depois de socos e pontapés, conseguir chegar à frente do palco para mendigar uma foto de perto com o Ministro de Louvor que julgava referencial de adoração do momento. Parece surreal, mas conheço gente que faz coisa muito “pior” do que essas.</p>
<p>Mas Deus, misericordioso, me fez chegar ao vale das indagações da real motivação da vida Cristã, ajudando-me a parar e refletir sobre o que de bom grado havia naquilo tudo. Vi que tinha deixado para trás toda a minha essência de simplicidade do real evangelho. Em relação as músicas, lembro-me bem quando todas eles falavam sobre chuva, depois sobre vento, depois sobre milagres, depois sobre intimidade, era só um começar que todos seguiam pela mesma linha. Um mercado em constante crescimento que tenta nos ludibriar.</p>
<p>O que me impressiona é o entorpecimento de fracas mentes cristãs que esperam migalhas caírem em seus pratos para se alimentarem dando uma pseudo-sensação de enchimento e gozo espiritual. Não são capazes de se aprofundar no relacionamento com o Senhor que tem muito mais a oferecer do que meras palavras vãs. Criando cada vez mais pessoas que não buscam a intimidade com o Senhor, esperando sempre que a direção seja dada por “Guias Espirituais” que sempre irão ter mais relacionamento com Deus do que eu posso ter.</p>
<p>Abramos nossas mentes e vejamos que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó é  o nosso Deus também. Ele nos fez à sua imagem e semelhança, mas não somente no que diz respeito à aparência física, mas na capacidade de pensar e discernir. Sejamos criteriosos no que estamos ouvindo e aceitando como verdade. Analisando tudo à luz da Palavra que é viva e eficaz.</p>
<p style="text-align: right;">Tiago Paladino</p>
</div>
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		<title>Conjecturas de Um Leigo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 14:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Markeetoo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Eu, na minha humildade e ignorância bíblica, não consigo extrair das Escrituras nenhuma linha que, ao menos insinue, que Jesus tenha sido, ou pretendido ser, gospel.
Dizem que “é prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas, de modo mais simples”. Se assim for, Jesus era um homem de cultura incomensurável e simplicidade desconcertante.
Com todo [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-135 aligncenter" title="enilson" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/12/enilson.jpg" alt="enilson" width="367" height="98" /></p>
<div id="text_box">
<p>Eu, na minha humildade e ignorância bíblica, não consigo extrair das Escrituras nenhuma linha que, ao menos insinue, que Jesus tenha sido, ou pretendido ser, gospel.<br />
Dizem que “é prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas, de modo mais simples”. Se assim for, Jesus era um homem de cultura incomensurável e simplicidade desconcertante.</p>
<p>Com todo o respeito que todas as igrejas e facções (se assim posso dizer) merecem, Jesus não se rotulou e, portanto, não deve e nem merece ser rotulado. Ele nunca foi gospel, nem batista, nem presbiteriano, nem católico, nem pentecostal, nem cousa alguma que o queiram chamar. Ele não é de ninguém e é de todos. Ele veio para todos, principalmente os humilhados e perdidos.</p>
<p>Penso que o Filho de Deus, a extensão de Deus, parte de Deus, que é Deus, que é o Todo; não pode ter um rótulo, porque rotulá-lo seria tentar diminuí-lo, tentar apequená-lo, querer fazê-lo representante de um segmento. Por mais que se pretenda, não é possível diminuir o Todo, Aquele que tudo pode.</p>
<p>Era um homem simples, não afeito nem à pompa, nem à propaganda, nem ao marketing. Simplesmente pregava o Evangelho, fazia o bem (pedindo que não dissessem que o fez) e não cansava de buscar relacionamentos para ajudar as pessoas.</p>
<p>Muitas vezes me pego meditando sobre o que é realmente buscar ser seguidor de Jesus. Pensei em uma situação prática que, talvez, traga alguma luz para esta cruciante questão, muitas vezes tão difícil e confusa:</p>
<p>Pergunta: Quem melhor está refletindo o caráter, o exemplo e os ensinamentos do Grande Mestre?</p>
<p>Opção 1: Aquele que:</p>
<p>1. Lê a bíblia todos os dias;<br />
2. Não falta a nenhum culto da Igreja;<br />
3. Dá fielmente o seu dízimo.</p>
<p>Opção 2: Ou aquele que, mesmo sem ira a Igreja:</p>
<p>1. Privilegia a família;<br />
2. Ama os seus semelhantes e não cansa dos relacionamentos;<br />
3. Ajuda a todos indistintamente, dedicando a isto o seu tempo e os seus bens.</p>
<p>Medite sobre isto e deixe seu coração responder.</p>
<p>A impressão que se me assalta, pelo pouco que lí e leio das Escrituras, é que Deus ama “de paixão” os seres humanos, sua criação. Se Deus é alguma coisa, esta coisa é AMOR.</p>
<p>Jesus é a expressão maior deste AMOR. Deus se fez homem, por amor ao homem, sofreu e morreu pelo homem, para dar o EXEMPLO, para mostrar o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA. Esta é, na minha humilde opinião, a maior expressão de AMOR sobre a face da terra, em todos os tempos, passados e vindouros.</p>
<p>Penso, algumas vezes, que JESUS dá a impressão de ser uma METÁFORA MARAVILHOSA de DEUS.</p>
<p>Quem sou eu para fazer estas conjecturas. Deus há de me perdoar, mas talvez o Senhor possa ter pensado, em algum momento, olhando para os homens sobre a face da terra:</p>
<p>- Estes infelizes estão perdidos, não entenderam nada !</p>
<p>- Não adianta falar, melhor dar um exemplo. Já sei ! Vou Eu Mesmo, como Meu filho, para mostrar para eles como viver, como resistir às tentações, como buscar salvação !</p>
<p>Assim, entendo que a Igreja de Jesus é o seu exemplo, ou seja, como ele gostaria que os homens vivessem na terra; não com os olhos na terra, mas na vida eterna. Ele veio mostrar as coisas que realmente tem valor para a eternidade, coisas que o dinheiro não compra.</p>
<p>Jesus não queria saber de “show”. Era avesso ao “show”. Em várias passagens das Escrituras recomenda, depois de um milagre, para não dizerem quem ele era nem o que fez. “Que a tua mão esquerda não saiba o que a direita fez”.</p>
<p>Jesus, na sua humanidade, conhecia a natureza humana e sabia os terríveis malefícios e desvirtuamentos causados pelo “show”, pela ostentação, pela vaidade, pela vanglória, pelo gospel.</p>
<p>Mesmo sendo homem, deu-nos um exemplo candente de despreendimento, de humildade, de contenção. Abriu mão de sua, digamos, natureza divina, para sofrer e morrer como homem. JESUS SOFREU PORQUE ERA, E QUERIA SER, HUMANO.</p>
<p>Penso, ainda, que ele queria proclamar para nós: SE EU, COMO HUMANO, POSSO; VOCÊS PODEM !</p>
<p>Onde está o JESUS gospel ?</p>
<p style="text-align: right;"><a href="ecsadv@yahoo.com.br">Enilson Campos</a></p>
</div>
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		<title>Dez Rações Porque Jesus É Gospel</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 20:51:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Markeetoo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Há aqueles que se alimentam de leitinho, outros de papinha, e uns poucos de alimento sólido. Há os que comem com garfo, com a comida do prato. Há outros que precisam tão somente da tigela – e nada mais. A eles, damos as dez rações:
1. Gospel é gringo, é English. Língua sagrada e consagrada.
2. Gospel [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-135 aligncenter" title="volneyfaustini" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/11/volneyfausini.jpg" alt="volneyfaustini" width="367" height="98" /></p>
<div id="text_box">
<p>Há aqueles que se alimentam de leitinho, outros de papinha, e uns poucos de alimento sólido. Há os que comem com garfo, com a comida do prato. Há outros que precisam tão somente da tigela – e nada mais. A eles, damos as dez rações:</p>
<p>1. Gospel é gringo, é English. Língua sagrada e consagrada.</p>
<p>2. Gospel é emoção. Muita emoção. Eu não preciso de drogas. Eu tenho gospel.</p>
<p>3. Gospel é o mercado. Mercado é a voz de Deus. Mercado é troca. Sai um guisado de lentilhas, por favor!</p>
<p>4. Gospel é consumo. Nada de ficar só no pão. Outras coisas materiais são bem vindas.</p>
<p>5. Gospel é hoje, agora, no presente momento. Nada de olhar para frente, de enxergar o futuro, de acatar as boas aventuranças. Nada de fé ou de esperança. Vamos curtir e deixar o amanhã para depois.</p>
<p>6. Gospel é manipulação. Ser joguete, marionete. Tem tudo a ver com a consciência: a falta de consciência.</p>
<p>7. Gospel é depender dos oráculos. É deixar novos intermediários com nomes e títulos pomposos entrarem na minha vida – pois sozinho não posso alcançar o sacerdócio universal.</p>
<p>8. Gospel é ego. Começa por mim, em mim, e termina em mim. Tem tudo a ver comigo – e nada com a cruz (é claro).</p>
<p>9. Gospel é grana. Como filho do Rei, vou de príncipe.</p>
<p>10. Gospel é religião. Nada de buscar o Reino acima de todas as coisas e sua justiça. Fiquemos no rito, na lei, na aparência, na letra – que mata e cheira mal.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Volney Faustini é blogueiro de primeira hora. Considera-se um aprendiz, provocador e facilitador. Seu projeto atual é <a href="http://meufilhodigital.blogspot.com">http://meufilhodigital.blogspot.com</a></em></p>
</div>
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		<title>Mercado?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 14:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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Há alguns anos atrás, lembro que era um ávido consumista gospel (sim eu confesso). Apaixonado pela CCM (Christian Contemporary Music – maneira pela qual a música cristã é chamada nos EUA, talvez o equivalente ao gospel no Brasil), estava sempre antenado, participava de todos os fóruns sobre o tema na internet, lia todos os sites, [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-135 aligncenter" title="markeetoo" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/11/markeetoo.jpg" alt="markeetoo" width="367" height="98" /></p>
<div id="text_box">
<p>Há alguns anos atrás, lembro que era um ávido consumista gospel (sim eu confesso). Apaixonado pela CCM (Christian Contemporary Music – maneira pela qual a música cristã é chamada nos EUA, talvez o equivalente ao gospel no Brasil), estava sempre antenado, participava de todos os fóruns sobre o tema na internet, lia todos os sites, tinha todos os lançamentos. Nessa época achava errado ouvir música “secular”, então sempre buscava bandas que soavam como as que eu realmente queria ouvir. Existiam até sites com essas comparações, algo assim: Se você gostava de Metallica, ouça Eternal Decision; Se você gostava de Guns’n’Roses, ouça Bride e assim por diante. Comprava as coletâneas lançadas na gringa, comprava os VHS pra ter em primeira mãos os clipes e shows dessas bandas.</p>
<p>Então comecei a ver as pedradas que levavam as bandas que ousavam sair um pouco desse nicho. Bandas que se lançavam em gravadoras “seculares” eram tachadas de mundanas. Bandas que se apresentavam em festivais “seculares” supostamente estavam se vendendo. Percebi como os consumistas gospel eram maldosos, logo surgiam vários boatos sobre um ou sobre outro membro de tais bandas. Comecei a notar alguns membros de bandas aclamadas pela mídia cristã se decepcionando com as coisas que por lá aconteciam. Lembro do vocalista da banda Seven Day Jesus (que era da principal gravadora da época, Forefront Records) dizendo que estava cansado de ver tanta ambição e busca por dinheiro nesse meio. Segundo ele, a hora de chutar o pau da barraca foi quando viu em uma livraria as balas de menta TestaMints (algo como TestaMentos). Tudo podia virar produto. Tudo podia gerar lucro.</p>
<p>Certa vez tive em minhas mãos o release de uma produtora gospel. Li muito sobre mercado, sobre os milhares e milhões que circulam nesse meio, sobre público-alvo, sobre oportunidades de se ganhar dinheiro e talvez eu esteja errado, mas isso não me pareceu nada com o estilo de evangelismo que aprendo com o mestre Jesus nos Evangelhos. Existem pessoas que nem cristãos são, que estão ali porque já viram que é dinheiro certo. Isso me entristece.</p>
<p>Não quero apontar o dedo pra dizer quem está certo e quem está errado. O que quero é que a gente pare pra refletir se é assim que as coisas deveriam ser.</p>
<p>Fora isso, me entristece ver como formamos cristãos sem senso crítico nenhum. Ensinamos o que é seguro ouvir e o que não é. Como tudo no nosso tempo, pegamos o atalho da Lei do Menor Esforço. Pra que analisar? Pra que perder tempo julgando uma música? A Bíblia manda julgar todas as coisas e reter o que é bom, mas isso dá trabalho, certo? Mais fácil proibir tudo que não tem o rótulo gospel e liberar o resto.<br />
Ensina-se que não se pode criticar tal música, pois ela foi “inspirada por Deus” e o irmãozinho foi “ungido por Deus”. Quanta heresia é engolida por causa desse pensamento. Em Atos 17:11, a Bíblia diz que o povo de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, pois mesmo ouvindo o apóstolo Paulo pregando, analisavam tudo que era dito, conferindo se era assim mesmo nas Escrituras.</p>
<p>Como diz o titulo do livro de John Stott, Crer É Também Pensar. Precisamos aprender que Deus não nos deu um cérebro de enfeite. Ele nos deu capacidade de analisar, de julgar e de criar.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.markeetoo.com">Markeetoo</a></p>
</div>
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		<title>Covil de Ladrões</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 15:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Certa vez o Profeta de Nazaré da Galiléia fez uma entrada maravilhosa em Jerusalém, o que está registrado no evangelho do ex-cobrador de impostos, o públicano Mateus (cap. 21). O Profeta rumou em direção ao templo, um lugar altamente frequentado e o centro da cidade, o centro religioso de Jerusalém, o centro de várias ações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="top_img">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-99 aligncenter" title="bill" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/11/bill.jpg" alt="bill" width="367" height="98" /></p>
<div id="text_box">
<p>Certa vez o Profeta de Nazaré da Galiléia fez uma entrada maravilhosa em Jerusalém, o que está registrado no evangelho do ex-cobrador de impostos, o públicano Mateus (cap. 21). O Profeta rumou em direção ao templo, um lugar altamente frequentado e o centro da cidade, o centro religioso de Jerusalém, o centro de várias ações públicas e principalmente comerciais. O grande templo era considerado uma das maravilhas do mundo antigo, construído pelo “gente boa” Herodes que tentou ofuscar a glória do primeiro templo feito por Salomão, isso com a intenção política de agradar a “judeus e romanos”.</p>
<p>Havia muita gente naquele lugar, vinham pessoas de todas as vizinhanças principalmente nos dias de festas tradicionais marcadas no calendário judeu, festas oficiais que vigorava dentro da lei. Todo mundo queria fazer sua “adoração”, cumprir seu voto e agradecer pelo resultado da colheita, pelo nascimento de um filho, o livramento da morte e outros afins.</p>
<p>Neste grande aglomerado de gente não podia faltar ela, a mãe dos negócios “bem feitos”, a progenitora dos burgueses, o encontro dos escambos, também uma das filhas do acumulo, da fartura, e do mercado. É&#8230;, Ela mesma: A feira. Neste caso, próximo ao templo, em suas margens, é a grande feira “gospel” de Jerusalém, onde cada pessoa podia comprar sua “adoração”.</p>
<p>Uma feira interessante, neste shopping ao ar livre, tinha-se muitas coisas, de pombas para pobres a carneiros sem defeito para ricos. Existia nesta feira uma figura histórica que fazia sua participação ativamente, ele agia com o câmbio ou como cambista onde nasce o nome da sua mesa de negócios. Jerusalém estava neste tempo sob domínio político e quase cultural de Roma, e numa grande jogada de markting os donos de “gravadoras”, “lojas” só estavam aceitando dinheiro Romano. Isso fez com que todo o povo de Jerusalém, toda redondeza fossem obrigados a trocar a moeda no câmbio para ir até o negociador e adquirir o seu “sacrifício” e fazer sua “adoração”. Uma prisão sócia econômica feita por Roma e aceito pelos sacerdotes que já tinha uma comissão dos cambistas, tudo em nome da boa fé vinda do povo. Para os feirantes de todos os tempo o lucro é o fim que importa, os meios são sempre os meios.</p>
<p>O Profeta de Nazaré não gostou nem um pouquinho do que estavam fazendo e literalmente “chuta o pau das barracas”, quebra tudo, expulsa os mercadores, expulsa os vendedores de “adoração”. O Profeta atrapalha todo negócio, atrapalha todo comércio que se fazia ali naquela feira “gospel” dos crentes de Jerusalém. Imaginem só a situação, o povo aclamando o Nazareno, todos em sua volta, um bando de gente simples, acompanhando o Mestre e repentinamente, quase como uma incitação a revolução, o Rabi se volta contra os lojistas e quebra, sai quebrando tudo. O Rabi Nazareno olha para o povo e olha para esses mercadores e a única revelação de que lhe vêem a mente é: “Covil de Ladrões”. Transformaram a casa do Pai em um buraco onde vocês se escondem e fazem seus negócios abusando da boa fé do povo, da ética e aproveitando do domínio cultural vindo do império. O Profeta de Nazaré em Jerusalém diante da feira “gospel” não foi nem um pouquinho “gospel”. Alguns dos empresários, financiadores de “adoração” possivelmente falaram da seguinte forma: “Esse camarada esta fora da ‘visão’!”. “Esse é contra a ‘visão’!”. E Caifaz com sua turma comentaram horrores, até a morte. Chegaram a conclusão que teriam de encontrar alguma coisa onde podiam pegá-lo, onde ele fosse morto.</p>
<p>E o Profeta continuou ali curando, realizando milagres e atendendo a gente simples. As crianças realmente adoraram, delas veio mesmo o perfeito louvor.</p>
<p>Entendo que o maior problema que tenho com a vida e vejo em outros é a relação com o poder. O que fazer com ele? Como no belo romance de J. R. R. Tolkien em “O Senhor dos Anéis”:</p>
<p>“O Um Anel é o instrumento máximo do poder. Poder esse que até Gandalf preferiu não arriscar, deixando o fardo para Frodo. E cabe ao pequeno hobbit o dilema da saga: ter o poder não é possuir o Um Anel, e sim destruí-lo. Frodo deve então renunciar ao poder porque ele corrompe. Só assim ele será capaz de destruir Sauron.”</p>
<p>Ter uma feira “gospel” e contar com a boa fé dos crentes pode ser o instrumento máximo de poder. O poder do lucro, do reter, da ganância e o da ilusão pensando em “visão”. Mas o que fazer com o poder que corrompe?</p>
<p>A feira era “gospel” mas não era de Cristo, havia “adoração” mas não havia serviço, havia sacrifico, mas não havia entrega. Cristo é entrega, ou o que se entregou. Ele é a renúncia. “Ele renunciou a si mesmo e se entregou por nós”.</p>
<p>Você  adora quando serve e entrega e não quando compra e paga pelos pecados. Os pecados já foram pagos e hoje é tudo pela fé e via graça e de graça.</p>
<p>Assim de graça recebeste de graça entregaste.</p>
<p>“Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” Mt 6:21</p>
<p>Joaquimtiago Bill<br />
<a href="http://filosofiaprimeira.wordpress.com/" target="_blank">http://filosofiaprimeira.wordpress.com/</a></div>
</div>
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		<item>
		<title>Show Gospel - Uma vela pra Deus e outra pro diabo?</title>
		<link>http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/show-gospel/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 19:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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No palco, o cantor de rap se esgoela: Vocês estão sentindo a presença de Deus? Então, digam amém!!. Ao meu lado, um casal de namorados (espero) desmentindo a mais famosa lei da física, além da presença de Deus, deve está sentindo outra coisa mais concreta. Este é o grande impasse da industria gospel: é show [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-99 aligncenter" title="gedeon" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/10/gedeon.jpg" alt="gedeon" width="367" height="98" /></p>
<div id="text_box">
<p>No palco, o cantor de rap se esgoela: Vocês estão sentindo a presença de Deus? Então, digam amém!!. Ao meu lado, um casal de namorados (espero) desmentindo a mais famosa lei da física, além da presença de Deus, deve está sentindo outra coisa mais concreta. Este é o grande impasse da industria gospel: é show ou é louvor? É diversão ou é adoração? E uma atividade espiritual ou carnal? São compatíveis ou antagônicas? Poderiam ser simultâneas e harmônicas ou simultâneas e contraditórias?</p>
<p>Didaticamente, vamos tematizar estas possibilidades dentro das seguintes hipóteses: l. Não é diversão, é adoração; 2.  Não é adoração, é diversão; 3. Teologia do igual mas separado ou junto mais diferente.</p>
<p>1. Não  é diversão, é adoração.</p>
<p>Louvor pode muito bem ser sintetizado em alegria. Quem disse que louvor precisa ser chato, sombrio e sorumbático? Essa é a idéia da teologia carrancuda medieval, basta lembrar que, neste período, o riso era creditado como atividade de satanás. Louvor é a expressão da felicidade. Da felicidade não apenas física, passageira, temporal, mas plena. Ora, se posso – e devo – adorar a Deus com meu dinheiro, meus bens, meus dons, minha casa, enfim, minha vida, por que, então, não poderia adorá-lo com minha felicidade? Daí, que um show (pode-se questionar o termo, mas esse não é o momento da uma avaliação lingüística) além da possibilidade de louvar a Deus com minha voz, posso fazê-lo também com pescoço, braços, mãos, pernas, pés – enfim, com o corpo em sua totalidade. Aliás, o próprio espaço físico, antes ou depois usado para outros fins, neste momento se transforma em espaço sacro. Nisso, inclusive, estão todas as demandas acústicas, sonoras, estéticas, logísticas e, por que não, econômicas. Tudo, sem excluir nenhum aspecto, pode ser usado para a glória de Deus. Portanto, mesmo com a possibilidade de que em algum momento o show pareça apenas diversão, não é diversão, pois, a alegria é também para glória de Deus.</p>
<p>Ora, há quinhentos anos também não se podia combinar louvor com trabalho, mas Lutero e cia subverteram isso. A teologia reformada abençoa o trabalho – sim, o trabalho físico – do carpinteiro, ferreiro, soldado, tanto quanto o exercício litúrgico, sóbrio, compenetrado e sacro de um sacerdote diante de Deus. Não existe uma atividade presunçosamente espiritual, mais sagrada que outra, mas todas – todas mesmos – atividades devem ser feitas para a glória de Deus.</p>
<p>1. Não é adoração, é diversão.</p>
<p>Deus é espírito e sua adoração deve transcender ao tempo e ao espaço. Dançar, pular, bater palmas, assobiar, gritar, tudo isso se reporta a atividades do corpo dentro de uma espacialidade e uma temporalidade determinado. Deus não está limitado, o louvor, portanto, transcende a tudo isso.</p>
<p>Show diz respeito a um grupo em busca de recursos financeiros e diversos outros em busca de entretenimento. Junta-se, então, estas diferentes demandas, dá-se uma lubrificada gospel neste arremedo de culto, com algumas frases chavões, manifesta-se alguns chiliques espirituolóides e a galera se esbalda no trenzinho, na paquera, na dança, e, na falta de outro nome, chama-se isso de louvor!</p>
<p>Louvor nasce na quietude da alma reconhecendo sua finitude diante majestade e santidade de Deus; passa fundamentalmente por uma postura de arrependimento de pecados, confissão e quietude. Como, então, isso seria possível em um ambiente barulhento, cheios de refletores e com canhões de luz, estroboscópios, pessoas entrando e saindo, bebendo refrigerantes, dando gargalhadas, apreciando o visual incrementado uns dos outros e, sobretudo dançando, dançando muito. Isto pode ser diversão, entretenimento, hobby, atividade lúdica ou, dirão alguns, carnalidade, menos adoração.</p>
<p>1. Teologia do igual mais separado, junto mais diferente. Ou o samba do teólogo doido.</p>
<p>A despeito das posições anteriores antagônicas, simplistas e radicais poderia existir uma posição intermediária? Uma tentativa de conciliação entre adoração e diversão, dando uma seriedade na última e um pouco de leveza na primeira? Seria possível relativisar os pontos anteriores e conseguir um meio termo? Talvez. Quem quiser que tente. Mas, ao meu ver, ao se tentar fazer as duas coisas simultaneamente, conseguiu-se uma proeza: errar nas duas.</p>
<p>Simples, ao adorar se divertindo ou se divertir louvando, se piorou ambas. Faz-se um louvor avacalhado e uma diversão encabulada; um louvor artificial e uma diversão culpada. A dita adoração é comercial, pasteurizada, genérica e repetitiva do tipo: diga aleluia, bata palma para Jesus, dê um sorriso para seu vizinho, cumprimente o da esquerda, enfim, clichê. E é bom gritar desde o primeiro momento, pois o doublé de levita (sic) no palco, vai insistir perguntando se você está sentindo a presença de Deus. E você, compulsoriamente, terá de sentir, afinal, pagou o ingresso pra quê?</p>
<p>Adoração tem seu espaço, mas diversão também. Mas não precisamos viver patologicamente nessa ânsia de “louvar” em todas as atividades, pois devemos realizá-las naturalmente, como seres humanos normais, sem o ranço da religiosidade, até porque os propalados “louvorsões” são apenas exercício religioso mal feito para muitos, e lucro para poucos. Aliás, proliferou em nossa época uma imoralíssima indústria da “adora$ão”. O slogan  é “uma geração de adoradores está nascendo”, e eu acrescento, uma geração de adoradores ávida por consumir. Afinal, se chegou ao cúmulo do cinismo em se produzir um cd com “As mais ungidas”. São mais ungidas por que vendem mais, ou vendem mais por que são mais ungidas? E, nós evangélicos, ainda temos o desplante de criticar a Igreja Católica por vender indulgências e os cultos afro por cobrarem por suas oferendas. O critério valorativo da industria do louvor é a caixa registradora.</p>
<p>A industria gospel tem vergonha de se assumir como entretenimento, daí a necessidade dessa pasteurizada na adoração. Por que crentes não podem se reunir para se divertir? Realizar reuniões simplesmente para conversar, brincar, desfrutar da leveza da vida? Ludicamente ouvir, ver, sentir, cheirar e comer sem culpa? Louvar a Deus pela vida sem chavões, esquemas, modelos, liturgias, obrigações, ranços. Maldosamente eu diria que o mercado gospel precisa dessa camuflagem para poder vender seus produtos para um curral domesticado. Vendendo o troço como “louvor” pode-se fazer um trabalho amador, cobrar qualquer preço, produzir qualquer ruindade, enfiar na goela da massa qualquer som, afinal basta uma letrinha falando de Jesus.</p>
<p>Convidado para uma festa de casamento, uma atividade pouco espiritual, Jesus não ficou neuroticamente procurando espiritualizar a falta de vinho, simplesmente foi lá e produziu mais. Ele não deveria ter usado seu tempo e seus dons apenas para louvor a Deus? Entre estragar a festa com a compulsória culpa religiosa, Jesus preferiu mais festa.</p>
<p>Em um show recente em SP aconteceu o seguinte: horário da programação 20 horas, a atração do show entrou no palco mais de 23 horas, som com problemas, anúncios mil, um revezamento de grupos e cantores para enrolação do público com imensos intervalos com vídeos clips. Além da aporrinhação forçosa dos cantores em exigirem que o público sentisse a presença de Deus, depois de horas de show-embromação, mais de uma hora de chuva no lado de fora, casa lotadíssima ainda com horário de encerramento do metrô se aproximando. Mas era para louvor de Deus – e benefício da conta dos produtores!</p>
<p>Enfim, não  é louvor por causa da irreverência domesticada, da avacalhação festiva, da espiritualidade forçada, da artificialidade litúrgica, da sensualidade subjacente, mas também não é diversão por causa da pobreza amadora, da bandalheira irresponsável, da estética brega, do falso moralismo culposo. Não consegue agradar a Deus nem aos consumidores.</p>
<p>Então é  uma espécie de vela para Deus e outra para o diabo? Não, neste caso, ambas as velas estavam apagadas.</p>
<p>Gedeon Freire de Alencar</p>
<p>Diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, mestre em ciência da religião e autor do livro “Protestantismo Tupiniquim. Hipóteses sobre a (não) contribuição protestante à cultura brasileira”, Ed. Arte Editorial.</p></div>
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		<title>Jesus Não Era Evangélico</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 19:16:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Markeetoo</dc:creator>
		
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Jesus Não Era Evangélico
Fico a conjecturar, se houvesse um retrocesso na história e Jesus voltasse novamente, não entre nuvens do céu na parousia em poder e glória, mas, novamente como o singelo profeta da Galiléia, e visitasse as zilhões de igrejas espalhadas pelo planeta que se intitulam cristãs, se Ele seria simpatizante de algumas das [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-50 alignnone" title="manoel" src="http://www.jesusnuncafoigospel.com/site/wp-content/uploads/2009/08/manoel.jpg" alt="manoel" width="367" height="98" /></p>
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<p style="text-align: left;"><strong>Jesus Não Era Evangélico</strong></p>
<p>Fico a conjecturar, se houvesse um retrocesso na história e Jesus voltasse novamente, não entre nuvens do céu na parousia em poder e glória, mas, novamente como o singelo profeta da Galiléia, e visitasse as zilhões de igrejas espalhadas pelo planeta que se intitulam cristãs, se Ele seria simpatizante de algumas das denominações instituídas do nosso tempo. Com certeza os “conheço as tuas obras” e os “tenho, porém, contra ti” sobre esses agrupamentos ditos evangélicos, atingiriam dimensões colossais.</p>
<p>Ora, Jesus, uma vez entre nós outra vez, certamente usaria da mesma sabedoria que usou quando andava pela Terra, nas ruas da Palestina, não aderindo a nenhum dos postulados dessas denominações, das propostas das grandes corporações da fé e dos super conglomerados da religião, das igrejas-empresa que superestimam números, estatísticas e resultados de crescimento numérico, não se encaixando em nenhuma bitola teológica sistemática ou dogmática, não se deixando caber em nenhuma fôrma doutrinária.</p>
<p>Essa recusa de ser domesticado pelos chicotes dos domadores do circo da religião atual é a mesma reação com que Ele se negou intermitentemente em tomar partido por qualquer das facções religiosas, políticas e humanitárias de Sua época: Os fariseus, com sua sobrecarga de regras e manias de assepsia exagerada, se vendo como santos de pau oco; os saduceus, sacerdotes profissionais do templo, incrédulos mundanizados que não criam na vida sobrenatural e futura; os essênios, escapistas, fugindo do mundo e se refugiando em mosteiros no deserto, achando que eram os exclusivos filhos da luz, que todas as pessoas do mundo estavam nas trevas, e iam torrar no fogo do inferno; os pragmáticos zelotes, xiitas radicais que esperavam derrubar o Império Romano se utilizando da violência das armas; os herodianos, entreguistas, colaboracionistas, puxa-sacos da família de Herodes, rei fantoche marionetado pelo governo romano.</p>
<p>Com certeza Jesus, se voltasse ao nosso tempo e adentrasse pelas naves das igrejas evangélicas da atualidade, não se deixaria seduzir pela pompa de seus cultos, pelo aparato ofuscante da maioria de suas liturgias, com Cristo exposto no nome, nos hinos e nas pregações, mas sem Cristo na devoção do coração, e não se alumbraria com suas proposições arrogantes, suas insolências fundamentalistas, seus testemunhos mirabolantes, suas pseudo-curas dissimuladas, por seus eternos cabos de guerra doutrinários puxados pelos defensores ferrenhos do calvinismo e do arminianismo, suas ênfases maniqueístas dicotômicas e esquizofrênicas, sua doutrina triunfalista com promessas de céu na terra, seus argumentos furados de prosperidade a qualquer preço, cujo slongan ortoprático é: “Os fins não justificam os meios. Tudo por mim mesmo e pela causa da minha conta bancária”.</p>
<p>E mais, Jesus detectaria de cara, traços inconfundíveis dos partidos religiosos de seu tempo camuflados na igreja da atualidade como os novos fariseus, com suas igrejas repletas de líderes de mente reduzida e exclusivista, com suas reações preconceituosas contra quem é e pensa diferente; os novos saduceus hedonistas que querem sentir prazer sensual em seus cultos preparados para entreter e acariciar seus egos mimados; os novos zelotes, que condenam e violentamente matam sumariamente os que não pensam como eles; os novos herodianos que vivenciam um cristianismo camaleônico, mimético e diluído entre o amor obsessivo ao dinheiro e o compromisso com as causas reais do Reino de Deus.</p>
<p>Jesus se voltasse hoje, teria que chamar novamente novos seguidores retirados das ruas, homens simples, alijados pela igreja e pela sociedade, e agregaria gente sincera e inconformada de dentro das igrejas instituídas e fundaria uma nova igreja, à semelhança do que aconteceu a dois mil e poucos anos atrás.</p>
<p>Essa igreja, a nova comunidade que encarna Cristo, a nova sociedade alternativa composta de discípulos que desacreditam no cristianismo falido dos nossos tempos com toda a sua sobrecarga de patologia e esquizofrenia aguda, mas que, apesar dos pesares, ainda amam e insistem em seguir a Jesus.</p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;">ManoelDC<br />
http://manoeldc.blogspot.com</p>
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